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Dissertação de doutoramento de António Rosa Mendes, colaborador nas Histórias de Portugal dirigidas por José Mattoso e João Medina e presidente de Faro, Capital Nacional da Cultura 2005.
ISBN: 978-989-95551-0-5
Capa: Margarida Palma 1ª edição: Outubro de 2007
PREÇO DE CAPA: € 25
DAMIÃO ANTÓNIO DE LEMOS FARIA E CASTRO viveu entre 1715 e 1789; em Vila Nova de Portimão, onde se criou e cursou a instrução elementar com os jesuítas; depois dos vinte anos, instalou-se em Faro; tinha aqui um tio cónego, seu mentor; recebeu-se endogamicamente com uma prima; filho único, morgado, a reunião, também endogâmica, dos patrimónios de pais e avós fez dele um dos homens mais abundados do "Reino do Algarve"; ostentava nobiliárquica prosápia, e alcançou o reconhecimento quando logrou pôr ao peito a cruz do hábito de Cristo; queria ser escritor, escritor político, e forcejou muito para o realizar; arvorou-se educador da nobreza lusitana, à qual dedicou uma compendiosa Aula, "da qual quase se pode dizer, que compreende a Enciclopédia"; interveio na polémica da época e por via disso teve de se exilar por dois anos em Ayamonte; reivindicou a autoria da "primeira História seguida e completa de Portugal, composta por um português"; além das letras, também se dedicou às armas; atravessou a última fase do reinado de D. João V, todo o de D. José I e a inicial do de D. Maria I. Uma vida e uma obra importantes para o conhecimento do Algarve no crucial século de Setecentos, um passado ainda próximo e ao qual o nosso presente permanece tão persistentemente vinculado.
ANTÓNIO ROSA MENDES, algarvio, é doutorado em História pela Universidade do Algarve, na qual exerce funções docentes e de investigação nas áreas de História da Cultura e História do Algarve. Colaborou nas Histórias de Portugal dirigidas por José Mattoso (Círculo de Leitores, 1994) e João Medina (Ediclube, 1994). Entre outros trabalhos, publicou o livro Ribeiro Sanches e o Marquês de Pombal. Intelectuais e poder no absolutismo esclarecido (Cascais, Patrimonia Histórica, 1998) e o ensaio A Peregrinação e a peregrinação de Fernão Mendes Pinto ("Mare Liberum", n.° 15, 1998). Foi presidente de Faro, Capital Nacional da Cultura 2005.
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